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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Entrevista: Um desfile de amor próprio com Malía

Foto: Divulgação

Parece que surgiu do nada. Mas não, claro que não. Nascida na Cidade de Deus, Rio de Janeiro, Malía é aposta da Universal Music com seu pop contagiante e irreverente. Ela foi “It Girl” de O Globo, o clipe do primeiro single que lançou alcançou logo mais de meio milhão de visualizações, sua apresentação no camarote Arpoador, no Carnaval, foi ponto alto em opinião unânime e sua música de trabalho entrou na nova temporada da novela “Malhação”.

"Escuta" é o seu primeiro álbum de estúdio. Está disponível há pouco tempo nas plataformas de streaming e conta com um projeto audiovisual, uma apresentação ao vivo que aconteceu no Parque das Ruínas, no bairro de Santa Teresa, no Rio, com uma faixa bônus.

O que se sabe é que a cantora começou no coletivo criativo Duto, do bairro de Madureira, na Zona Norte carioca. Assinou com a Universal Music e GTS, que é responsável pela gestão de sua carreira em parceria com a Arte Omnes. É cheia de atitude, desfila amor próprio e acredita na música como seu lugar o mundo. Mas, além disto, quem é Malía?

Confira na entrevista a seguir:

EB: Quem é Malía e por que devemos ouvi-la?
Malía é uma artista muito focada em dar o melhor de si na sua arte. As pessoas devem ouvi-la porque ela fala sobre a liberdade e incentiva o amor próprio.

EB: Como foi que floresceu o seu desejo por ser cantora? Por que você acredita que fazer isto é o caminho certo para você?
Malía: Meus pais sempre escutaram muita música e eu desde pequena consumia também. Consequentemente, eu sempre cantei muito no meu dia a dia e as pessoas foram percebendo que eu era afinada. Só consegui enxergar de fato que eu poderia ser cantora em 2015 quando eu fiz o meu primeiro trabalho remunerado. Antes disso, como eu me dedicava muito aos estudos, achei que eu fosse ingressar na carreira acadêmica.

Eu acredito que esse é o caminho para mim porque foi um processo tão natural na minha vida que foram terceiros que me ajudaram a perceber o quanto eu já estava envolvida com a música e a dimensão disso.

Foto: Divulgação

EB: Você chegou a estudar, a se dedicar pela parte mais técnica da música e do canto?
Malía: Comecei ano passado a me preparar para a gravação do meu álbum com Fono e aula de canto. Parei por conta da falta de tempo, mas pretendo voltar.

EB: E como surgiu o seu lado compositora? Desde quando você sente esta necessidade de colocar as coisas no papel?
MalíaCom uns 10 anos eu já tinha tentado compor mas com 14, quando eu estudava na Escola Professor Albert Einstein, minha professora de música Renée me ouviu cantar e me convidou para participar de um Festival chamado FECEM. Eu aceitei, só que tive que compor, com o incentivo dela. Eu compus e me senti mais confiante para continuar e nunca mais parei.

Meu processo de composição é simples, eu sinto vontade e a música sai basicamente inteira. Eu sempre senti vontade de colocar as coisas no papel, eu tive inúmeros cadernos que eu escrevi meu textos antes de começar a compor.

EB: “Fashion”, a segunda canção de "Escuta", não fala exatamente sobre moda, mas podemos dizer que há nela a exposição da importância do amor próprio. Você sendo uma garota jovem, chegou a sofrer com padrões de beleza ou desde sempre conseguiu encontrar este amor próprio? O que você diria para as pessoas que ainda não conseguiram encontrar este amor e não conseguem firmar esta auto-aceitação?
MalíaMinha mãe sempre me ensinou que eu deveria me amar e eu simplesmente aprendi isso igual aprendi a dar bom dia para as pessoas na ruas. Eu diria para elas se ouvirem mais, se respeitarem e se amarem. A segurança faz com que a gente se consiga capaz de estar dos locais e se desenvolva.



EB: Qual a maior loucura que você já fez por alguém? E já fizeram muitas loucuras por você?
Malía: Nossa, sinceramente eu acho que nunca fizeram uma loucura por mim e nem eu por ninguém, confesso que sou um pouco orgulhosa.

EB: Como foi escolher os convidados para o disco, no caso o Rodriguinho e o Jão?  
MalíaAmbas as participações acrescentaram pluralidade ao álbum. Eu amo como o Jão canta desde que ouvi pela primeira vez. Ele tem uma linguagem completamente atual, mistura Pop com uma pitada de sertanejo com muita personalidade e eu sou apaixonada por isso. O Rodriguinho, por sua vez, com toda a experiência que ele tem, imprimiu tão bem a felicidade que eu queria colocar no álbum, sou fã desde pequena e foi simplesmente incrível tê-lo nesse meu primeiro trabalho.

EB: Qual a importância de estar em uma grande gravadora como a Universal Music?
MalíaSer projetada ao mercado da música em maior proporção.

Foto: Divulgação


EB: Quais são as expectativas que você criou com o lançamento do "Escuta"? Onde você quer chegar com ele, quais são suas ambições?
MalíaNão criei muitas expectativas, eu estava muito ansiosa para lançar e saber o que as pessoas acharam e to muito feliz com o resultado. Com meu álbum eu quero que as pessoas conheçam a Malía e que elas gostem do que estão ouvindo. Minha ambição é crescer no mercado e me estabelecer.

EB: Se você pudesse escolher qualquer artista do mundo inteiro para fazer uma canção em parceria, quem seria?
MalíaUm só é muito difícil, mas eu tenho nomes em mente como Rihanna, Djonga, Djavan, Emicida..

EB: Para finalizar, agora que o disco está nas ruas, teremos muitos shows, novos projetos, novidades?
Malía: Teremos sim! Não posso falar muita coisa agora mas AGUARDEM.



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