Música agora é coisa de influencer?

Foto: Divulgação

Ser a segunda maior youtuber feminina do país, com mais de 10 milhões de inscritos não era o suficiente para ela, então Dani Russo resolveu se lançar no funk. Qual foi o resultado disso? Sucesso de novo! 

Este é o texto descritivo, disponível na página do Facebook da funkeira (e vlogueira) Dani Russo. Ela é um dos exemplos que emergiram dos canais do YouTube diretamente para as plataformas de streaming. A estreia de Dani, com a faixa "A Melhor do Baile", alcançou o número de 110 milhões de visualizações no YouTube.

O sucesso estrondoso na internet faz com que os influencers saiam de suas zonas de conforto. É possível ver filmes, ler biografias e comprar diversos produtos associados aos queridinhos do público jovem.

Agora, os influenciadores digitais decidiram também soltar a voz. Kéfera, por exemplo, aproveitou a promoção de seu novo filme, "Eu Sou Mais Eu" para lançar uma música de título homônimo, fomentada com composição assinada por Rodrigo Lima e João Cavalcanti. A vlogueira já tinha nas redes os singles, "Eu Sou Fadona" e "É Fada", as duas associadas a um outro filme, sendo que a última dá o título para a trama.

Enquanto Kéfera aproveitou a promoção de seus filmes para mostrar o seu lado cantora, Dani Russo viu no sucesso do canal Kondzilla a chance de se firmar no mundo da música. "Uma das poucas MC’s mulheres no circuito de funk de São Paulo, Dani representa a força das mulheres e a nova juventude digital, que vive nas redes sociais e são conscientes com o mundo ao seu redor", diz nota da produtora.

Comparada a Kéfera, Dani tem números muito maiores no Spotify e YouTube. A grife da Kondzilla, conquistada por Konrad Dantas no mundo do funk, contribuiu para uma visibilidade maior para as músicas da funkeira. A canção de Dani Russo com mais execuções no Spotify, "Oh Quem Voltou", tem mais de 20 milhões de plays. Já Kéfera, por enquanto, apenas lançou faixas associadas a seus trabalhos cênicos, sendo assim, são vistos como produtos complementares às obras audiovisuais.

Luísa Sonza

Diante dos influenciadores que hoje se apresentam também como músicos, o caso de Luísa Sonza é um pouco diferente. A artista, na verdade, canta desde criança e fez do YouTube um caminho que combina a interação com o público e a divulgação de suas músicas.

“Canto profissionalmente desde os 7 anos. Trabalhei em uma banda por uma década e não tive tanto retorno como na carreira solo. É isso, seguir batalhando até a hora que o retorno vem. É preciso administrar na cabeça a necessidade de largar tudo pela carreira e se fortalecer, porque todo mundo vai te diminuir, te colocar para baixo e rir da sua cara. Mas, se você tiver força e segurar a onda, além de ter visão de futuro, vai conseguir”, disse a cantora ao portal Metrópole.

A artista tem, mensalmente, mais de dois milhões de plays no Spotify, além de ter lançado no YouTube videoclipes super produzidos.



Música de influencer tem qualidade baixa? 

A ideia de se ter um trabalho mais comercial, como no caso dos youtubers, causa preconceito por parte do público, que julga o trabalho dos músicos emergentes como de baixa qualidade ou descartável.

"O fato de um artista ter ganhado visibilidade como influenciador digital não significa que o trabalho desse artista é descartável. Cada caso é um caso. Generalizar é um erro", diz o crítico musical Mauro Ferreira. 

Em suma, o campo musical está aberto, como sempre foi, para quem quiser se aventurar. A era dos likes contribuiu para que a os influenciadores digitais se arriscassem, já que, público existe. Em contraponto, a presença destes artistas oriundos do YouTube não influencia em nada o andar da carruagem do mercado fonográfico. Os artistas surgem de qualquer lugar, como sempre foi. A música é para todo mundo.





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