"Loki?", clássico álbum de Arnaldo Baptista, ganha homenagem com show arquitetado por Rodolfo Krieger

Capa do disco "Loki?"

Frágil, solitário, introspectivo. Assim soava Arnaldo Baptista em 1974, ano de lançamento de "Lóki?" (Polygram), seu disco de estreia. Era o seu primeiro registro fora dos Mutantes. Sua voz estava mais nítida como nunca, tendo holofote em conjunto com piano. As letras vão de questionamentos até opiniões pessoais. "Não gosto do Alice Cooper, onde é que está meu rock 'n' roll?", canta em "Será Que Eu Vou Virar Bolor".

O fato é que tal álbum, que está completando 45 anos, é mote para a reunião de alguns artistas dentro de uma pessoa só (Arnaldo). Isto porque o artista (e o disco) serão homenageados em apresentação no Centro Cultural São Paulo. Se juntam para a festa: Helio Flanders, Thunderbird, Cinnamon Tapes e Tatá Aeroplano, em show arquitetado por Rodolfo Krieger, ex-baixista do Cachorro Grande.

Rodolfo Krieger é responsável por projeto que homenageia Arnaldo/ Foto: Christiane Disconsi

Além de "Lóki?", Arnaldo também lançou Singin' Alone (1982), Elo Perdido (1977, lançado em 1988) e Let it Bed (2004). Os três últimos já tinham sido visitados pelo projeto de Rodolfo, em apresentações na Caixa Cultural São Paulo, com Karina Buhr, China, Helio Flanders e Lulina. Agora é a vez do mais aclamado álbum do artista, que embora não conseguiu grandes vendagens, é tido como um clássico da música nacional.

"Era o disco que estava faltando. Lembro de brincar nos ensaios do primeiro show do projeto, dizendo que 'só faltava o Lóki'. Com certeza, é a realização de um sonho muito antigo de tocar na íntegra, junto com meus amigos, um dos discos mais importantes para a minha formação musical e para a história da música", conta Rodolfo.

Hélio Flanders também comenta: "Acho que tive mais influência do Arnaldo do que até mesmo dos Mutantes no meu trabalho, pela coisa lone-singer, uma fragilidade do cantor-compositor e seu piano solitário que eu já tinha encontrado muito no Dylan, Cohen e Joni Mitchell, e quando conheci Lóki fiquei muito tocado, em sequência com o Singing Alone e Let it Bed. Esses álbuns foram fundamentais como referência para que meu primeiro álbum (Uma Temporada Fora de Mim, 2015) existisse".

Além dos músicos já citados, a apresentação no CCSP contará com banda base formada por Eduardo Barretto (baixo), Pedro Leo (bateria) e Rafael Stanguini (piano). A ideia de Krieger é levar o projeto para a Europa, onde residirá a partir de março. 

"Arnaldo é um artista reverenciado no mundo todo, não tenho dúvidas que se apresentar o projeto em outros países, encontrarei diversos fãs do nosso grande mestre", finaliza Krieger.

Serviço

Loki 4.5 no Centro Cultural São Paulo - sala Adoniran Barbosa
Local: Rua Vergueiro, 1000
Data / Horário: 09/03, às 19h
Ingresso: R$25 no Ingresso Rápido ou nas bilheterias do CCSP

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