Mistura entre rock, pagode e axé caracterizam álbum de estreia do duo Bayo

Foto: Douglas Mendes

Riffs de guitarra e timbres eletrônicos marcam o furacão carnavalesco do estreante duo Bayo, formado por Graco e Nina Campos. Composto por sete faixas inéditas, "Peixe" é o nome do álbum de estreia do projeto. Instigante por sua mistura de ritmos e intenso por sua sonoridade final, o registro marca mais um lançamento que elenca a nova música baiana, uma junção do axé, o samba-reggae, o rock e os timbres eletrônicos.

A percussão, que dá tom carnavalesco de trio elétrico ao lançamento, foi gravada por Japa System, do Baiana System. “Depois de alguns anos de pesquisa, o computador foi a plataforma que sustentou a construção desse álbum. É nele que fiquei horas editando, gravando e experimentando. Para humanizar o resultado, convidei o Japa System, do Baiana System, para gravar as percussões acústicas”, explica Graco que, também, assina a produção musical.

Ainda emergente na música brasileira, o Bayo é formado por integrantes já imersos na cena independente. Graco já colaborou com bandas como Inkoma (o grupo de estreia da também baiana Pitty), Scambo e Bailinho de Quinta.

Além de ter canções extremamente intensas, "Peixe" conta também com psicodelia em "RH1" e riffs de guitarra fortes em "Vem Mergulhar". O grupo lista como influências Olodum, Caymmi, Bjork, Ramiro Musotto e Timbalada. “Acho importante dizer que, nas harmonias e melodias, tentamos manter a simplicidade. O nosso som chega com esse olhar de alguém que sempre transitou no universo alternativo, mas não deixou de sofrer as influências da rádio, do carnaval e das festas de largo. Falamos de uma Salvador litorânea, urbana e caótica, da qual nos interessamos e fazemos parte”, conta Graco.

Confira o disco:


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