Entrevista: A vivência e a formação de Iza

Foto: Rodolfo Magalhães

Milhões de visualizações no YouTube, músicas no rádio e na TV, presença em playlists importantes e um vozeirão de dar inveja. Isabela Lima, a Iza, realmente é um fenômeno, e dos bons. Proveniente de Olaria, RJ, a cantora de 27 anos traçou seu caminho até aqui por meio de várias voltas. Começou cantando para a família, ainda bem nova. 

Aos 14, Iza começou a se apresentar na igreja e até em alguns eventos maiores, mas nunca pensou a música como profissão. Se formou em Publicidade e Propaganda, se decepcionou, encarou a música para valer e chegou onde está hoje. Começou a publicar alguns covers no YouTube e, claro, chamou atenção. "Eu precisava de uma ferramenta que me permitisse experimentar, criar uma base de fãs e me reafirmar como cantora. Me expor à opinião dos outros e me comunicar", explica.

Falando assim, até parece que foi rápido, mas o caminho foi longo. Hoje, Iza não somente se fixa como um dos maiores nomes da música pop atual, mas sim da música brasileira. "Dona De Mim", o primeiro álbum da cantora, já está disponível em todas as plataformas digitais. Em uma seleção de 14 músicas, a artista canta ao lado de convidados especiais (como Rincon Sapiência, Ivete Sangalo e Thiaguinho) hits certeiros. Não há uma faixa que não tem cara de sucesso. 

Iza canta o amor, a curtição e suas matrizes, tudo misturado no caldeirão da música pop. "É a minha verdade. Não é uma escolha pensada. Quando criamos o álbum, eu quis colocar tudo o que eu mais gosto de cantar", diz. 

Confira entrevista completa da cantora:

Foto: Rodolfo Magalhães

EB: O que é, afinal, uma pessoa dona de si?
Iza: Ser uma pessoa dona de si é ser alguém que não deixa os outros dizerem pra ela onde ela deve estar.

EB: Iza, você esperava o sucesso tão grande "Pesadão" e, mais recentemente, de "Ginga"? Como que isto afetou em você?Quando os singles vão tão bem, você se sente mais confiante para lançar o álbum por inteiro, você vê que a sintonia com o público tá acontecendo ou rola uma pressão, um medo das pessoas não gostarem tanto quanto gostaram dos singles?
Iza: Não esperava o sucesso que essas duas músicas fizeram e fiquei feliz demais com a repercussão de cada uma delas. Ambas, assim como todas as músicas que tem participação no disco, foram feitas pensando nesses convidados. E quando eles aceitaram eu fiquei muito feliz. Tanto o Falcão quanto o Rincon, são artistas que eu admiro demais, que só engrandeceram as músicas e o projeto.

O álbum já estava todo desenhado e praticamente gravado quando lançamos “Pesadão” e “Ginga”, então não tiveram tanta influência no que seria escolhido para entrar no disco.

EB: "Dona De Mim" conta com um time grande de compositores e participações. Como foi escolher estes nomes, ir atrás, projetar mesmo?
Iza: As músicas foram feitas pensando em cada um dos convidados. Então, eu sabia que "Corda Bamba", por exemplo, não seria a mesma coisa sem a Ivete, assim como "Rebola", com Carlinhos Brown ou "É Nóis", com o Thiaguinho. Fiquei muito feliz quando cada um deles aceitou o convite e mais feliz ainda com o resultado de cada faixa.

A gente vem trabalhando nesse álbum há quase 1 ano e meio. Poder criar com os meus produtores, Sergio Santos, Ruxell e Pablo Bispo, e trocar energias e ideias com eles e com os convidados. Foi o presente maior desse trabalho.

EB: O que te levou a crer que a música seria o caminho certo para você, que te faria feliz? Você levou um tempo para tomar este decisão, né?
Iza: 
A música sempre fez parte da minha vida. Minha família é toda envolvida com arte, então a música sempre esteve presente nas reuniões de família, no meu dia a dia. O amor vem do berço e isso foi só crescendo com o tempo. Foto: Rodolfo Magalhães

A escolha veio quando eu parei pra pensar sobre o que eu queria fazer pro resto da vida, até mesmo de graça. Eu vinha de uma fase péssima profissionalmente, estava descontente com o que fazia, e a resposta imediata foi a música.

Foto: Rodolfo Magalhães

EB: Pesquisando um pouco sobre o que as pessoas falam sobre você, percebi que as pessoas falam muito bem da sua voz, e, realmente, é uma das melhores coisas que ouvi recentemente. Como que foi esta sua evolução como cantora? Você começou na igreja, né? Como é esta coisa de ir se conhecendo, aprendendo? Nos conte...
Iza: Eu cantava na igreja, nas reuniões de família, mas nessa época não pensava em ser cantora, em viver de música, não encarava como trabalho. A partir do momento que criei o canal, comecei a fazer cover, é que fui me preocupando com o que cantava, a maneira que cantava...

Tudo o que eu vivi para chegar até aqui que me formou. A maneira como eu me enxergava, como eu me via, as coisas que me incomodavam fisicamente também. Quando comecei a me aceitar e entender que não precisava da aprovação da sociedade, isso influenciou na música também.



EB: E por que música pop?Iza: Porque é a minha verdade. Não é uma escolha pensada, quando criamos o álbum, eu quis colocar tudo o que eu mais gosto de cantar.

EB: Agora com o disco lançado, shows pelo Brasil, música nas rádios, na TV, muitas visualizações no YouTube. Pra onde ir, o que você ainda quer alcançar?
Iza: Eu sempre fui muito otimista, trabalhei muito e acreditava que poderia chegar onde estou agora. Ainda estou começando, tem muito caminho pela frente, muitos sonhos. Viver da minha música é muito gratificante, ver que meu trabalho e minha música é referência para muitas meninas negras é muito importante. Por agora, quero viajar com o show novo pelo Brasil todo, levar minha música para o máximo de pessoas possível.

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