Drik Barbosa se reflete para o mundo em EP de estreia

Foto: Luciana Faria

Uma das revelações do rap nacional. Assim, Drik Barbosa é descrita por quem a conhece. Sim, é verdade, o primeiro EP da cantora era um dos mais esperados para este semestre, inclusive, depois da divulgação do single "Melanina", faixa com gingado, alegre e com a participação de Rincon Sapiência. Enfim chegou o dia. "Espelho", o dito primeiro EP, já está nas plataformas digitais.

Mais do que um disco de rap, ou de canções que falam sobre empoderamento. Como resume bem o título, "Espelho" reflete Drik Barbosa para o mundo. Seria meio óbvio se pensássemos que este é o primeiro trabalho solo da cantora. Mas, em cinco faixas, a rapper passeia por suas vivências, lutas e felicidades. Fala sobre amor em "Inconsequente", música classuda, que entra fortemente no rótulo MPB. Em "Banho de Chuva", reflete o amadurecimento e as causas disso, como a não percepção das pequenas coisas. Em "Camélia", Drik cita nomes que venceram e atravessaram barreiras, mesmo em condições desfavoráveis.

"Sendo mulher e negra, falo sobre finalmente encontrar 'liberdade' em meio a esses preconceitos (racismo e machismo) que tentaram e ainda tentam me aprisionar. A flor camélia foi símbolo abolicionista, escravos que conseguiam fugir sabiam que podiam contar com a ajuda de pessoas que usavam a flor na lapela ou no decote. A faixa leva esse nome e esse conceito porque acredito que minha música pode ajudar pessoas a se libertarem de alguma forma, assim como a música tem me libertado", conta a cantora.

Com direção musical de Grou, "Espelho" marca um passo importante para Drik Barbosa. Plural, com grooves e elementos de uma MPB radiofônica, o EP mostra uma Drik corajosa, sem medo de falar de si. "Fazer o disco foi um processo bem íntimo, cada faixa é como se fosse uma conversa comigo mesma; sobre estar encarando meus sentimentos, lutas e pensamentos. Por isso o nome “Espelho”, por eu estar diante de mim e expondo essas emoções e vivências sem medo" - explica ela. 

Nas faixas, é possível reparar como que sempre a água se encaixa nas narrativas. Este, foi mais um modo para falar de reflexão e amadurecimento, de certa forma. De ser sempre a mesma pessoa, apesar das mudanças. “A água representa a purificação, a origem da vida, a limpeza e traz cura mas também é força e fúria quando necessário. E, independente de onde esteja, em um copo ou no oceano, a água continua sendo água e da mesma forma que, independente de onde eu vá ou esteja, mantenho a minha essência”, explica Drik

O disco antecipa o primeiro álbum da cantora, com projeção de lançamento para este ano com apoio da Natura Musical. Drik Barbosa tem tudo para ser um nome ainda mais pesado na música nacional. 
Aguardemos.



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