Clangendum mistura psicodelia e ritmos africanos em álbum de estreia

Foto: Divulgação

A banda fluminense Clangendum lançou hoje, 19, seu álbum de estreia,"PsicoDisco", que leva em dez músicas uma narrativa única, como se fosse um único verso. "Queríamos fazer um contraponto ao modo de se consumir música atualmente, uma ‘era do shuffle’, pode-se assim dizer, trazendo de volta uma perspectiva de tempos passados onde ouvia-se um disco inteiro e em ordem cronológica, com extrema coesão, quase como uma história contada. E assim foi feito no PsicoDisco”, conta o vocalista e guitarrista Breno Gouvêa."

O disco foi produzido pela própria banda em conjunto com Julio Alecrim. O grupo lançou seu canal no YouTube somente ano passado, mas já existem registros de apresentações ao vivo desde 2014. "O processo desse álbum tem início pela necessidade da banda de lançar seu primeiro trabalho de estúdio, onde pudesse mostrar sua personalidade. As influências de qualquer banda são abrangentes demais, exatamente por se tratar de uma reunião de pessoas com influências diversas. O caminho foi pinçar essas diversas características pessoais e transformar em uma coisa homogênea com o passar do tempo, para que a Clangendum tivesse uma sonoridade e estilo próprios, o que não significa restringir-se a um determinado nicho”, ressalta Breno.

Foto: Lucas Ghetti

A Clangendum, nome que significa som em latim, busca fazer crônicas urbanas, misturando sonoridades psicodélicas com ritmos africanos. A capa do álbum demostra a estética social da banda. Um homem bem vestido é engraxate de um garoto descalço. O grupo busca a reflexão e o estranhamento. "O disco é um grande loop, assim como a rotina e o cotidiano urbano brasileiro: não tem fim e nem começo, a não ser como convenção”, explica Breno.

Clangendum é:  Breno Gouvêa (vox e guitarra), Caio Daher (percussão, gaita e voz), Erlim Bittencourt (baixo) e Pedro Donzeles (bateria).

Ouça "PsicoDisco":


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