Resenha: Skank mostra energia no palco e público retribui em São Paulo

 Já são 20 anos de "Samba Poconé" e 25 de banda; a energia no palco continua a mesma. Mas é claro, este não é o suficiente, muitos grupos continuam com a mesma energia, mas não conseguem cativar seu público, e este é o diferencial do Skank. Mesmo em tempos em que a plateia passou a assistir shows "pelo celular", a vibração e comoção de quem foi à Audio Club, neste 26 de novembro, é algo que você verá poucas vezes, principalmente em apresentações de bandas consagradas, onde o que vale é tirar "aquela selfie" para postar nas redes sociais.

Foto: Lucas Lima



Mas não foi fácil. Com 20 minutos de atraso, o início do show pouco convenceu. As primeiras músicas, "A noite" e "Do Mesmo Jeito", são do  mais recente álbum, Velocia, lançado em 2014. Poucos ali pareciam estar familiarizado com as canções, talvez teria sido melhor colocá-las no meio do repertório.  A plateia acordou mesmo com o início da parte especial, dedicada ao álbum " O Samba Poconé". O ápice veio em " Garota Nacional", canção que talvez foi uma espécie de vanguarda do funk carioca, segundo brincou Samuel Rosa. Daí em diante, os fãs dos mineiros não pararam mais. Em baladas cantavam juntos, ou até mesmo sozinhos, quando Samuel destinava o microfone à plateia, esta que pulava e dançava nas mais animadas.


Indignação


Foto: Lucas Lima


Não é só de de Pop e entretenimento que vive uma banda. Apesar de muita gente não saber, o Skank possui letras críticas, que destacam grandes questões sociais. Durante todo o show, Samuel destacou o momento político que o Brasil vem passando. Depois de " Ainda Gosto Dela", o cantor avistou um cartaz pedindo "In(dig)nação", canção do álbum "Skank", de 1992. "Não há canção que demonstre melhor o momento que passamos, não é mesmo", ressaltou Samuel, que cantou a música a capela, já que não estava prevista no setlist. O vocalista destacou também o momento em que a música nacional vem passando, segundo ele, um momento que não é bom, mas apesar dos pezares, o Skank continua de pé, em pleno 2016.



Fotos: Lucas Lima

Velocia

Como já dito, as canções iniciais do show não animaram o público. Mas não podemos dizer o mesmo das outras duas canções do álbum mais recente , Velocia, apresentadas na noite. Em "Esquecimento", o público cantou junto cada frase, não decepcionando os mineiros. "Ela me Deixou" já mostrava um tom de despedida, esta que foi apresentado no bis, recebeu grande aclamação do público.


Saideira 
Duas horas e vinte minutos depois, o Skank deixava o palco. Com uma versão em português da canção "I Want You", de Bob Dylan e um cover de "Proibido Fumar", de Erasmo Carlos, a banda introduziu mais um de seus hinos, "Saideira".  O show foi longo, mas ninguém parecia cansado, porém sim satisfeito. O Skank mostrou que ainda é possível fazer um show longo, bom e que prenda realmente a atenção do público, este que a banda mantém muito bem. Uma aula para as bandas mais novas,e para as mais velhas , que agora, com pouco espaço na mídia, tem que buscar alternativas de prender seu público.  Os tempos mudaram, e ainda vão mudar muito, o que resta é saber se para melhor, ou pior.



Setlist

01. A Noite
02. Do Mesmo Jeito
03. Uma Canção é Pra Isso
04. Eu Disse a Ela
05.Os Exilados
06.Zé Trindade
07.Sem Terra
08.Poconé
09.Garota Nacional
10.Partida de Futebol
11.Tão Seu
12.Canção Noturna
13.Ainda Gosto Dela
14.In(dig)nação ( a capela)
15.Jackie Tequila
16.Amores Imperfeitos
17.Te Ver
18.Acima do Sol
19.Três Lados
20.Vou Deixar
21.Esquecimento
22.Sutilmente
23.Vamos Fugir
bis
24.Mil Acasos
25.Resposta
26.Dois Rios
27.Isn’t it a pity 
28.Tanto
29.Ela Me Deixou
30.Proibido Fumar
31.Saideira

Skank é:

Samuel Rosa: vocais/guitarra/violão
Henrique Portugal: teclados/vocais
Haroldo Ferretti: Bateria
Lelo Zaneti: Contra-baixo/ vocias









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