Conheça o rock de trilha sonora da banda paulista Thrills and The Chase

 Estamos hoje inaugurando uma nova área aqui no blog, aqui divulgaremos bandas ou músicos independentes, e você leitor se gostar, compartilhe , curta a página dos artistas, vamos dar uma força! Se não gostar o espaço é aberto também para criticas. Hoje vamos falar sobre o Thrills and The Chase, a banda é formada por Calvin Kilivitz (vocalista), Louis Daher (guitarrista), Guilherme Di Lascio (baixista), Zé Menezes (baterista) e Cláudio Guidugli (tecladista). O quinteto é de São Paulo e define o seu som como um rock sujo, elegante, dançante, ou mesmo música de trilha sonora. Mas para explicar melhor conversamos com o vocalista Calvin Kilivitz, e essa entrevista você confere a seguir.





EB: O que é o Thrills and The Chase?
Calvin: O Thrills & The Chase é uma instituição com fins lucrativos e aspirações artísticas especializada na manufatura de canções, ou como as pessoas sãs dizem, uma banda. Somos um conjunto de Rock & Roll, sem interesse de pertencer a esse ou aquele subgênero - nem mesmo o rock clássico. Dito isso, devemos admitir que há um pezinho no blues e uma grande influência estética de outras formas de arte, em especial o cinema, então caso você realmente precise de uma descrição sucinta, diria que fazemos algo como Rock de Trilha Sonora.

EB: Como a banda começou?
Calvin: O Thrills é uma fusão de dois projetos musicais: uma dupla sertaneja chamada Otávio e Achiles (formada pelo guitarrista Louis Daher e vocalista Calvin Kilivitz), e outra dupla formada pelo baixista Guilherme Di Lascio e o baterista Zé Menezes, chamada The Blues Brothers of Brazil, cujo nome foi abandonado depois de duas ameaças de processo. Hoje ainda temos um quinto integrante, o tecladista Claudio Guidugli. Se não me engano, a vaga foi oferecida a ele depois de aparecer no nosso estúdio para instalar o ar condicionado e começar a apontar todos os problemas de afinação e figurino que precisávamos resolver.
Caso seja muito difícil acreditar no parágrafo anterior, há uma biografia alternativa na qual a origem do Thrills não é muito diferente da maioria das bandas de rock: um bando de moleques sem sal de classe média com muito tempo livre e sonhos de virar rockstar. Cerca de 15 anos depois, esse sonho já dá lugar a um certo ceticismo e desilusão, mas o trabalho musical continua porque o prazer de criar músicas originais e o desafio de fazer isso de forma profissional já bastam. Secretamente, o sonho de atingir plateias maiores e transformar a banda no único trabalho deles ainda persiste. O Thrills em si começou no final de 2010. Eu (Calvin) e Louis já tocávamos juntos há cerca de 10 anos, em vários projetos que acabaram por um ou outro motivo. O mais bem-sucedido até então tinha sido o Midnight Sisters, que chegou a gravar um disco com o Chuck Hipolitho. Após o fim do Sisters, convidamos o Zé (que já era nosso amigo e por vários anos, tocou no Condessa Safira) e esse trio fundou a banda. O primeiro baixista (se não me engano, hoje ele atende por Lance Lynx) fez uma passagem rápida e acabou dando lugar pro Guilherme. Já o Claudio gravou os teclados do nosso segundo EP e pouco tempo depois, estava fixo, tamanha a diferença que fez no nosso som. Mas esse histórico todo é um pouco entediante, não é? Por isso mantenho que a verdade está no primeiro parágrafo.

EB: Ser uma banda independente é uma opção?
Calvin: Seria hipócrita da nossa parte dizer que somos independentes por opção uma vez que até o momento, não temos outra opção. Cantar rock em inglês no Brasil em 2016 não nos faz muito atraentes para o mainstream, digamos. Mas é o que gostamos de fazer e, acredito, o que fazemos de melhor. O grande desafio é navegar a cacofonia que é efeito colateral da acessibilidade atual dos processos de produção musical e fazer um trabalho cuja qualidade seja digna do mainstream. Daí a gente pode começar a pensar em alcançar um público maior através do próprio meio independente, que é claro, não dormiu no ponto e já se articulou com vários selos, festivais, etc.



EB: Quais são os planos para o futuro?
Calvin: Ainda bem que você perguntou isso, nosso primeiro álbum está pronto, e é uma questão de poucas semanas até fazermos um anúncio oficial. Sai em 2016, com certeza. O disco terá 11 faixas, foi produzido pelo Paulo Senoni, da Mundo Alto (que também produziu nossos dois EPs) e gravado em diversos pontos aqui de São Paulo. São nove faixas novas e duas regravações do primeiro EP. Quem já gosta das nossas músicas não vai se decepcionar, temos certeza. Depois de lançado o disco, vamos voltar a fazer shows (estamos fora dos palcos há um ano, já) e... bem, começar a compor o segundo. Já começamos, na verdade.

EB: Existe alguma banda que vocês se inspiram?
Calvin: A lista é longa, muito longa. Como deve ser, né não? Claro, há muitos artistas em comum no gosto dos integrantes, mas cada um de nós tem influências principais distintas. Um é mais fá de folk, outro mais de funk, outro mais de pós-punk, e desse caldeirão todo sai nosso própria identidade, que acredito termos encontrado com o primeiro disco. Procuramos não listar essas influências por achar interessante saber o que os outros enxergam no nosso som. É legal porque às vezes a pessoa acerta na mosca e às vezes ouvimos que soamos parecidos com uma banda que nenhum de nós ouve. E isso vira pretexto pra irmos lá descobrir esses artistas. Sendo assim, meio que devolvo a pergunta pra você - em quem você acha que o Thrills se inspira?
EB: Eu achei muito interessante essa mistura que vocês fazem, ao mesmo tempo que o som tem uma característica um  pouco hard rock anos 70/80, talvez com uma cara de "The Cult", tem também uma pegada mais nova, voltada para o rock alternativo com uma cara de Arctic Monkeys, mas aí não sei se é loucura minha rsrs.

 O Thrills and The Chase tem dois EPs gravados, e uma coletânea de regravações feitas em formato minimalista, tudo isso pode ser baixado gratuitamente no site : http://thrillsandthechase.net/. Abaixo você confere alguns vídeo clipes da banda. Agradecemos ao Calvin Kilivtz pela atenção, simpatia e paciência. Todas as fotos da matéria são de autoria de Lucas Mello.



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